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SPAM
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SPAM


Faça uma campanha de marketing por email livre de spam

Esta é a lição N.2 que trata de SPAM.

A primeira lição trouxe um resumo de todas as lições. A lição N.3 trata de OPT-OUT e o assunto da lição N.4 é OPT-IN.

Spam
Você já viu frases deste tipo?
Subject: Ganhei US$ 10 mil em uma Semana!!!
Subject: HOT SEXY BABES!

É óbvio que um email que traz algo desse tipo no campo "Subject" é quase certamente um exemplo de spam, com todas as características típicas do email não solicitado: cabeçalho forjado, oferta fraudulenta e/ou ofensiva, mecanismo falso de "unsubscribe" (dificultando a remoção do nome da lista), e assim por diante. E quanto aos exemplos a seguir?

Subject: Bem-vindo a OurCompany.com
Subject: Junte-se a nossa comunidade online
Subject: Aviso da chegada de novos produtos

Provavelmente você pensou assim: essas são mensagens legítimas enviadas por empresas legítimas. Não se trata de spam.

Será? A definição do spam não depende necessariamente do conteúdo da mensagem. Há um consenso de que se a pessoa que recebe o email achar que é spam, então é spam. Se a pessoa não havia solicitado o email, é spam. Portanto, se você extrai um grande volume de endereços das listas de newsgroups na Internet, por exemplo, colocando-os em seu banco de dados, você está "cometendo spam". Lembre-se: a definição do spam é o envio de emails não solicitados. Se você enviar emails não solicitados, mesmo que os destinatários sejam seus clientes, para muitos desses destinatários você estará violando sua privacidade online. Aliás, daqui a pouco falaremos um pouco mais sobre o envio de emails não solicitados a clientes existentes, uma prática conhecida como "opt-out".

Acha que este alerta contra o spam é apenas uma mensagem divulgada pelos órgãos de defesa da privacidade do consumidor? Está enganado. Evitar o spam é uma boa prática empresarial. O spam não só corre o risco de irritar sua base de clientes atual, mas em última instância inibe o crescimento do comércio eletrônico em si.

Vejamos o exemplo dos problemas enfrentados pela RealNetworks em meados do ano passado. Como muitas empresas online, esse gigante do software musical pede que o visitante forneça seu endereço de email quando se cadastra no Web site. Aliás, a RealNetworks vai além: você é obrigado a fornecer um endereço de email antes de poder fazer o download de qualquer software (como o popular RealPlayer, por exemplo). É verdade que ao cadastrar-se, o usuário pode indicar sua preferência por não receber emails da RealNetworks, mas a empresa admite que uma parcela dos visitantes online se garante digitando um falso endereço de email. Aliás, exatamente por isso a RealNetworks acabou sofrendo críticas: segundo essas alegações, uma proporção excessivamente grande de seus cerca de 60 milhões de emails cadastrados seria composta de endereços falsos. Tanto que a empresa foi colocada na lista negra MAPS RBL (http://www.mailabuse.org), utilizada por quase um terço dos administradores de sistemas de correio eletrônico para excluir o spam automaticamente. O resultado concreto de tudo isso é que uma proporção substancial dos emails enviados pela RealNetworks não é recebida pelos destinatários - talvez 30 por cento, segundo as estimativas feitas pela MAPS dos índices de uso dos nomes da lista negra RBL.


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