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20 de dezembro de 2002      

=> A Telesp Celular Brilha como Vencedora do 1to1® Innovator Awards
=> Cobrança Online: A Estratégia Certa para Você e Seus Clientes?
=> A Indústria de Telecomunicações Responde às Chamadas por uma Experiência Melhor
=> Não Esqueça das Compras por Catálogo
=> Os Varejistas Online Europeus Ficarão Satisfeitos Neste Período de Férias


A Telesp Celular Brilha como Vencedora do 1to1® Innovator Awards
Por Lynn Russo, Editora Executiva e Diretora do Programa 1to1® Innovator Awards e equipe do Peppers and

Na última edição, nós divulgamos os vencedores do 1to1® Innovator Awards de 2002 do setor financeiro. Nesta semana, falaremos sobre, a Telesp Celular, única empresa brasileira premiada, e também vamos conhecer os principais detalhes dos casos da National Computer Systems (NCS) e do Washingtonpost.Newsweek Interactive, por seu Web site mywashingtonpost.com.

O valor do cliente é a chave para a Telesp Celular

A Telesp Celular, primeiro fornecedor de telefonia móvel estabelecido em São Paulo, foi originalmente uma empresa estatal. Passou por um processo de privatização e é agora controlada pelo Grupo Portugal Telecom. Dona de mais de 67 por cento de market share nas áreas onde opera, e com novos competidores entrando no mercado, a empresa quis melhorar a lucratividade de sua base de clientes, enquanto assegurava que os esforços de prospecção eram direcionados para o melhor público-alvo.

Depois de adquirir a Global Telecom e enquanto negociava uma joint venture com a Telefônica Celular da Espanha, a Telesp Celular quis garantir que sua estratégia de relacionamento com o cliente – melhorar a lucratividade da base existente de clientes e, ao mesmo tempo, atingir os prospects mais apropriados – fosse implementada de maneira eficiente e eficaz em toda a organização. Uma equipe multifuncional foi desenvolvida e estruturada com profissionais das áreas de CRM e telecomunicações, contando com apoio de consultoria do Peppers and Rogers Group do Brasil desde o início.

O primeiro passo foi, em 2001, desenvolver um modelo de valor do cliente com base na sua rentabilidade individual. O modelo apontou 10 segmentos de clientes individuais e o mesmo número em empresas. Então, a equipe desenhou um mapa de pontos de contato para entender e planejar os caminhos que o cliente utiliza para interagir com a empresa, o que incluía três call centers, vários revendedores e lojas próprias. O mapa mostrou áreas de oportunidade para crescimento e estabeleceu uma visão futura de interação ideal com os clientes. Assim, mais de 150 novas iniciativas foram priorizadas, incluindo a criação de Gerências de Segmentos de Clientes e um programa de treinamento e comunicação sobre CRM na Telesp Celular e Marketing 1to1®, que atingiu mais de 2.500 pessoas.

Entre estas iniciativas de treinamento, foram incluídos workshops interativos de um dia para diretores e gerentes com detalhamento da estratégia e apresentação dos projetos e iniciativas mais importantes; workshops de meio-dia para um público-alvo de supervisores e gerentes de área; e sessões de três horas para os agentes de call center, em São Paulo e no Paraná. Um programa de e-learning auto-explicativo manteve todas as pessoas atualizadas depois que estas sessões foram concluídas.

Um dos principais benefícios da implantação do projeto na Telesp Celular foi a migração da estrutura organizacional de produtos para um estrutura totalmente voltada para o cliente, o que, consequentemente, acelerou a mudança de cultura e consolidou o novo modelo de foco no cliente. Estabeleceu também a capacidade de gestão com base em rentabilidade individual de clientes em vez da gestão por faturamento com base em produtos. "Com a evolução do mercado, estamos mudando do modelo de aquisição para o foco em rentabilidade. Definimos CRM como uma filosofia, e não simplesmente um programa" diz Gonçalo Mendes Ferreira, Diretor de CRM da Telesp Celular Participações.

Na primeira fase, a Telesp Celular reduziu o churn em um grupo de teste de 37 para 18,8 por cento, enquanto a rentabilidade do grupo se aproximou de 37,5 por cento. Além disso, vários clientes – uma taxa de 35,5 por cento, contra 17,7 por cento anteriormente - migraram para um segmento de clientes de maior valor. A empresa está agora trabalhando em modelos preditivos de churn por segmento de clientes e por produto utilizado, e na consolidação de seu modelo de CRM com as práticas e descobertas da equipe de CRM da Telefônica Celular.

No começo do próximo ano o Peppers and Rogers Group do Brasil dará início à publicação de uma série de estudos de casos brasileiros, atendendo a inúmeras solicitações recebidas ao longo das edições do Inside 1to1®. Como primeiro estudo de caso você poderá conhecer em maiores detalhes o projeto da Telesp Celular. Aguarde!

Foco no cliente abre portas para a NCS

A National Computer Systems (NCS), de Singapura, quis organizar a empresa inteira em torno do cliente. Ela acreditava que fazendo isto criaria novas oportunidades, tanto com prospects quanto com clientes existentes. A NCS criou um processo de segmentação em quatro estágios desenhado para identificar e diferenciar seus clientes por região, indústria e tipo de cliente.

A empresa instituiu indicadores de performance chaves, incluindo confiabilidade, capacidade de resposta e qualidade de solução, para assegurar a satisfação do cliente. Além disso, a NCS empregou a estratégia “escutar e aprender” para analisar e se antecipar às necessidades do cliente e do mercado, e avaliar o feedback e a satisfação do cliente. Um índice de satisfação permitiu que a organização medisse a relação entre elogios e reclamações. Os processos do call center foram simplificados estando alinhados às metas da empresa. Workshops de classificação de valor, procedimentos de resolução determinados e revisões de performance são conduzidos regularmente.

Como resultado, a relação entre elogios e reclamações saltou de 8,0 para 14,2 no ano fiscal de 2001, comparado com o ano fiscal de 2000. A receita da categoria de maior valor também está melhor distribuída: 87 por cento da receita vem agora de 47 das primeiras e melhores contas, comparado com 92 por cento vinda de apenas 35 das principais contas três anos atrás.

O Washingtonpost.Newsweek Interactive incrementa o valor do visitante do Web site

O Washingtonpost.Newsweek Interactive (WPNI) quis ser a fonte definitiva de notícias para o mercado residencial em sua área. Alcançando esta meta, a empresa acreditava que teria uma proposta de marketing bastante atraente para os anunciantes.

A editora tinha dois públicos: 40 por cento dos adultos da área de Washington DC e 5 milhões de visitantes únicos mensais provenientes do mundo inteiro. Para atender estes dois grupos distintos, com necessidades diferentes, o WPNI lançou o mywashingtonpost.com, com informações desenvolvidas para atender às necessidades dos dois públicos. No conteúdo personalizado foram incluídas recomendações a partir de críticas, fóruns de discussão, vendas locais, informação escolar, condições do trânsito mostradas ao vivo, notícias sobre esportes e relatórios sobre o tempo. Um processo de registro rápido contribuiu para capturar informações do visitante, o que ajudou a personalizar ainda mais o Web site.

Um caso sobre o negócio foi escrito, o escopo do trabalho, a alocação de recursos e o desenho do site foram determinados. Com o passar do tempo, o mywashingtonpost.com desenvolveu uma relação de aprendizado com seus visitantes e começou a casar melhor compradores e anunciantes com informações mais precisas, especialmente anúncios. Os cadastros cresceram mais de 200 por cento no último ano e as métricas como freqüência e estilo de navegação, tempo gasto no site, taxas de cliques e busca direcionada melhoraram.

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Cobrança Online: A Estratégia Certa para Você e Seus Clientes?
Por Bob Langer, Sócio

A apresentação e pagamento de contas online (OBPP) está ganhando força como uma estratégia voltada para o cliente. Para as empresas, os benefícios são claros – redução do tempo médio para a geração dos boletos, eliminação de custos de impressão e postagem, e recebimento de crédito imediato a partir da conta bancária do cliente, diminuindo o tempo de compensação. As organizações líderes de várias indústrias, como turismo e entretenimento, telecomunicações e serviços financeiros têm adotado agressivamente o OBPP. As recompensas financeiras são grandes – algumas empresas estão visualizando redução de custos de milhões.

Para os clientes, os benefícios básicos são conveniência, menor tempo gasto e economia em postagem (Nota do Editor Brasileiro: nos EUA a grande maioria dos pagamentos de contas é efetuada através da postagem de cheques pelo correio). De fato, o fator conveniência é tão forte que o editor desta newsletter, que paga a maioria de suas contas online todo mês, em não mais do que cinco minutos, poderia nunca mais preencher outro cheque.

O que é melhor para o cliente?

Algumas empresas estão induzindo os clientes a mudarem sua forma de pagar as contas cobrando taxas sobre os processos de pagamento mais trabalhosos e caros. Empresas de seguro, como a State Farm, cobram dos clientes cerca de US$ 8 por mês para receber uma fatura em papel. A American Express agora cobra dos seus clientes na área de pequenos negócios até US$ 10 por mês. A MetroPCS e a Primus estão cobrando por contas em papel e várias companhias aéreas cobram valores extras por bilhetes sem papel emitidos no lugar de e-tickets (Nota do Editor Brasileiro: no Brasil esta tendência também pode ser observada com o objetivo de estimular a utilização dos serviços de débito em conta, por empresas de TV a Cabo e telecomunicações, entre outras).

Mas nem todos os clientes querem eliminar as contas em papel. E entre clientes que poderiam fazê-lo, muitos têm questões com relação à segurança e à privacidade que precisam ser consideradas. Por exemplo, “se pago uma conta eletronicamente, minha privacidade estará protegida? A empresa irá enviar um email promocional para o meu endereço de cobrança? Eles irão disponibilizar meu endereço para terceiros a não ser que eu tome a iniciativa de fazer um “opt out”? Se eu receber minha conta eletronicamente, existe alguma empresa que prometa remover-me de sua lista e não me enviar mais contas?

Da mesma maneira, o processo de ir pró-ativamente a um determinado Web site e ter que lembrar dos números de contas e senhas pode ser às vezes mais inconveniente do que receber uma conta em papel na sua porta e postá-la de volta.

Tratando os clientes da maneira como eles querem ser tratados

Fornecer serviços e preços diferenciados para os clientes de maior valor é um elemento importante para tratarmos clientes diferentes de forma diferente e aumentarmos o seu valor real. Mas para manter os clientes de maior valor fiéis às empresas que estão empregando a prática de cobrança online, elas deveriam pensar sobre as necessidades desses clientes e entender seus canais de interação preferidos.

Equilibrar custos e a eficiência do processo de cobrança online, com a satisfação das necessidades individuais de interação do cliente é difícil. As empresas que podem implementar com sucesso uma estratégia incluindo estas duas dimensões, podem transformar esta capacidade em uma característica desejada que os clientes de maior valor apreciarão. Para esses clientes, os benefícios percebidos serão imediatos. Mas, mais importante que isso, para os clientes que não querem o serviço, as empresas deveriam olhar mais atentamente sobre o quão lucrativos e fiéis eles são e oferecer serviços adequados ao seu valor.

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A Indústria de Telecomunicações Responde às Chamadas por uma Experiência Melhor

Os clientes da indústria de telecomunicações talvez sejam menos fiéis que clientes de qualquer outro segmento. Eles não têm medo de buscar outras alternativas se não estiverem felizes com o preço ou com o serviço. De acordo com a International Data Corp. (IDC), os gastos em serviços de voz e dados ultrapassarão US$ 1,2 trilhões em 2006. O crescimento exponencial da indústria “wireless” também está aumentando o mix de produtos e serviços. A IDC prevê que a receita global de telecomunicações “wireless” saltará de US$ 351 bilhões em 2002 para US$ 542 bilhões em 2006.

Em uma indústria altamente competitiva e volátil, é provável que o crescimento recente seja resultado do fornecimento de serviços de telecomunicações que atendem o que os clientes precisam. A última tendência, vista em recentes comerciais de TV dos fornecedores de telecomunicações, é a consolidação – telefones habilitados para longas distâncias, Internet, email e “wireless”, e com contas consolidadas.

Saber o que os clientes querem e atender suas necessidades individuais é a chave para combater o churn e aumentar a fidelidade e o valor do cliente. Os fornecedores de telecomunicações que fizerem isso com sucesso irão se proteger da tradicional guerra de preços e do alto churn, comuns na indústria de telecomunicações.

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Não Esqueça das Compras por Catálogo

A explosão da Internet empurrou muitas mídias tradicionais para fora das manchetes. Mas em vez de decaírem, alguns canais de comunicação tradicionais tiveram na verdade crescimento, trabalhando mais fortemente em conjunto com veículos de alta tecnologia para construir a fidelidade e a lealdade do cliente. Uma nova pesquisa da Direct Marketing Association (DMA) conclui que os americanos que compram por catálogos são fiéis compradores por correio, realizando uma média de 15 compras por catálogos a cada ano. De acordo com a pesquisa realizada com 4.794 compradores por catálogo, 30 por cento fizeram entre 6 e 10 compras em um ano, 31 por cento fizeram entre 11 e 25 compras, e 11 por cento fizeram 26 ou mais pedidos. O valor médio gasto em cada compra foi de US$ 135.

As empresas de catálogo estão aproveitando os benefícios de um mundo multi-canal, no qual os varejistas integram seus negócios online e offline, facilitando para os compradores acharem o que eles procuram utilizando seu canal preferido para realizar compras. Enquanto 69 por cento dos clientes pesquisados realizaram sua compra mais recente por catálogo utilizando o telefone, 14 por cento fizeram o pedido através do Web site, e 41 por cento dos clientes que compraram por catálogo também compraram online durante o ano passado, de acordo com a pesquisa.

A conclusão final: as empresas que oferecem aos clientes o que eles querem, quando eles querem, através do canal que eles escolherem, no mundo online, offline ou em ambos, vão reter seus melhores clientes e aumentar seu valor.

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Os Varejistas Online Europeus Ficarão Satisfeitos Neste Período de Férias

A Europa está emergindo como um importante mercado para os varejistas online neste período de férias. A Forrester Research prevê uma quebra de recordes de volume de compras através do canal Internet, embora os números não sejam tão generosos quanto as previsões do GartnerG2. A Forrester espera que as vendas online do varejo europeu quebrem todos os recordes nesta temporada, totalizando 7,6 bilhões de euros ( US$ 7.7 bilhões ) – um crescimento de 86 por cento em relação ao ano passado. As estratégias multi-canal e o crescimento dos usuários de Internet irão alavancar os ganhos na Europa, embora o mercado ainda esteja amadurecendo quando comparado aos Estados Unidos onde as vendas do varejo online durante o período de festas alcançarão 9,4 bilhões de euros, ou US$ 9,5 bilhões de dólares, segundo declaração da Forrester.

Enquanto isso, o GartnerG2 estima que os europeus gastarão mais online nesta temporada do que os norte americanos – US$ 15,8 bilhões versus US$ 15,7 bilhões, respectivamente. Qualquer que seja o volume real, o mercado europeu está se tornando uma grande oportunidade na qual os varejistas online deveriam se voltar quando decidirem suas estratégias com foco no cliente para manter compradores depois da temporada de festas, ou seja, ao longo de todo o ano.

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