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06 de dezembro de 2002      

EMPRESAS DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA GERENCIAM RELACIONAMENTOS ONLINE
Por Martha Rogers, Ph.D.

Aprender sobre os hábitos de seus clientes tem sido um longo desafio para as empresas da área farmacêutica. Estas organizações, tradicionalmente, dedicam muito do seu tempo para desenvolver e manter relacionamentos com médicos que receitam seus produtos. Contudo, uma vez que o médico receite um medicamento para um paciente, não existe garantia de que o paciente irá realmente tomar a medicação durante todo o período indicado ou mesmo iniciar o tratamento.

Ao mesmo tempo, os clientes continuam a se interessar mais por sua saúde e estão utilizando a Internet para obter informações mais profundas sobre cuidados à saúde. Em resposta, muitas empresas da área farmacêutica têm lançado Web sites específicos de doenças e produtos, que fornecem informações voltadas para aquelas enfermidades e tratamentos. Uma dessas empresas é a Teva Neuroscience.

-- Informação online dá poder aos clientes da Teva Neuroscience --
A Teva Neuroscience, que produz uma droga para esclerose múltipla, o Copaxone, lançou inicialmente o seu MSWatch Web site em 1988, para ajudar a informar médicos e pacientes sobre o produto. A empresa descobriu que o site, que funciona como uma comunidade para os pacientes com esclerose múltipla, ajuda a Teva Neuroscience a construir relacionamentos mais sólidos com os pacientes, fazendo com que eles sigam o tratamento prescrito.

“Eu diria que o site ajuda na [obediência dos pacientes ao tratamento]”, diz Atul Singh, gerente de e-business da Teva Neuroscience, uma subsidiária da Teva Pharmaceutical Industries, líder na produção de medicamentos genéricos no mundo. “Seria difícil fornecer algum ROI analítico. Mas o que nós temos visto é que as pessoas que se registram no site também interagem com outros associados. Eles reforçam a decisão de cada um de continuar com o tratamento, de tomar a medicação na hora e na dosagem certa, e também se ajudam trocando dicas do dia a dia que eles podem utilizar para melhorar sua qualidade de vida”.

O MSWatch, que é dividido em seções para pacientes e profissionais de saúde, tem mais do que 50.000 usuários registrados. Singh diz que esses usuários navegam por volta de cinco horas por mês no site, que utiliza a tecnologia SoftWatch da SRS Pharma Community Portal, que compete com produtos da SimStar Internet Solutions e da HealthBanks.

O MSWatch estimula a formação de grupos de discussão e um fórum de Q&A
(Perguntas e Respostas) com neurologistas conhecidos, além de outras ferramentas. “Isto dá um grande conhecimento sobre como o paciente lida com o ciclo de desenvolvimento da doença e como ele toma sua medicação”, diz Singh. Uma agenda eletrônica disponível no site permite à Teva Neuroscience acompanhar as mudanças de comportamento dos pacientes ao longo do tempo.

O comportamento do paciente foi uma das razões por trás do lançamento do site. “Nós fizemos uma pesquisa de mercado antes do lançamento e percebemos, muito rapidamente, que, por alguma razão, as pessoas que são afetadas por esclerose múltipla tendem a utilizar muito a Internet, o que não acontece com pessoas que tem outras doenças”, diz Singh. “Isso nos deu uma indicação muito clara de que nós tínhamos que fazer algo online. Esse canal de comunicação também foi o de melhor custo benefício comparado com outros canais.

*Links:
Teva Neuroscience
http://www.tevaneuroscience.com

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A CONFIANÇA DO CLIENTE É UM INVESTIMENTO PARA OS BANCOS
Por Marji McClure, Escritora Sênior

Os bancos de varejo coletam uma vasta quantidade de informação sobre seus clientes, e eles estão preocupados com quão bem protegidas estas informações estão. Uma recente pesquisa entre quase 6.000 clientes de bancos classificou os 25 maiores bancos de varejo dos E.U.A. por seus níveis de proteção a privacidade do cliente, e conseqüentemente, o quanto seus clientes confiam neles.

De acordo a pesquisa “Privacy Trust Survey” (Pesquisa sobre Confiança na Privacidade) conduzida pelo Ponemon Institute, os clientes sentem que o Washington Mutual, por uma larga margem, é o banco mais confiável. Os outros bancos que alcançaram os cinco primeiros lugares são: o Citizens Bank/Mellonbank, o U.S. Bancorp/Firstar, o Wachovia/First Union e o National City. “Assegurar uma alta posição em privacidade dentre os bancos de varejo é especialmente importante porque toda a indústria é
fundamentada na segurança e confiança do público”, observa Dr. Larry Ponemon, fundador do Ponemon Institute e sócio do Peppers and Rogers Group.

O que faz os clientes confiarem mais no Washington Mutual do que no restante dos bancos? O motivo principal é a comunicação dos bancos com seus clientes, informando-lhes como os seus dados são utilizados. Sessenta e nove por cento dos clientes dos cinco bancos melhor posicionados na pesquisa dizem que entendem a política dos bancos sobre como proteger suas informações pessoais. Somente vinte e nove por cento dos clientes dos bancos das últimas cinco posições disseram entender a política dos seus bancos.

A maioria dos clientes dos cinco primeiros bancos (74 por cento) também lembra que as instituições financeiras enviaram uma notificação de privacidade ou uma descrição da política de privacidade por correio. Somente 46 por cento dos clientes dos últimos cinco bancos lembraram ter recebido uma comunicação. Ainda que poucos clientes, na realidade, efetivamente tenham lido o comunicado: 55 por cento dos cinco primeiros
comparado com 33 por cento dos cinco últimos. “Claramente, os clientes avaliam os esforços que esses bancos estão fazendo para criar um relacionamento confiável e seguro com eles”, diz Ponemon. Os nomes dos outros bancos pesquisados não foram citados.

-- Ainda há caminhos a percorrer --
Dos clientes dos cinco primeiros bancos , 64 por cento se sentem muito seguros ou seguros que os bancos honraram o compromisso de proteger a privacidade do cliente. Para os clientes dos últimos cinco bancos, contudo, somente 8 por cento se sentiram muito seguros, enquanto 39 por cento não se sentem seguros de forma alguma.

As pessoas que responderam à pesquisa alegam que conveniência e qualidade
do serviço estão entre as razões para permanecerem fiéis aos seus bancos, mesmo que sua privacidade os preocupem. De qualquer modo, muito poucos admitiram que questões sobre privacidade não os preocupam de maneira nenhuma. Somente 1 por cento dos clientes dos primeiros cinco bancos e 2 por cento dos clientes dos últimos cinco disseram que privacidade não era importante para eles. Os bancos devem fazer um esforço para satisfazer as necessidades dos seus clientes, sendo pró-ativos e direcionando suas questões sobre privacidade de modo a criar fidelidade e relacionamentos duradouros. A pesquisa foi conduzida utilizando uma combinação de entrevistas por telefone e enviadas por correio. Os 5.757 participantes, eram adultos
acima de 18 anos com uma idade média de 40,4 anos e com cerca de 13,6 anos de estudos (corresponde ao superior incompleto).

*Links:
Ponemon Institute
http://www.ponemon.org/

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ANÁLISE DE DADOS CAMINHA LADO A LADO COM A ESTRATÉGIA FOCADA NO CLIENTE

Um novo estudo da International Data Corp. (IDC) revela que os investimentos em sistemas analíticos, como um complemento às mudanças nos processos de negócio, levam a maximizar o retorno sobre investimento. "The Financial Impact of Business Analytics" (O Impacto Financeiro da Análise de Informação no Negócio) salienta que as implementações de análise de dados geraram em média, em cinco anos, um ROI de 431 por cento, e 63 por cento dos casos estudados geraram um ROI em 2 anos ou
menos.

Mas não é suficiente apenas implementar tecnologias para análise de dados. Combinando análise de dados com estratégia focada no cliente, as empresas podem direcionar os resultados pressionando os números para atingir uma meta específica. A análise de dados com foco em clientes tem um ROI médio de 55 por cento, relata o IDC. “O estudo demonstra que as empresas podem obter um ROI significativo a partir da análise de dados, quando elas mantêm o foco em um problema atual na organização”, diz Henry Morris, VP do grupo de Aplicações e Acesso a Informação do IDC. O estudo
incluiu 43 entrevistas na América do Norte e Europa com gerentes de sistemas de informação, gerentes de negócio, gerentes de departamentos e usuários de sistemas em todos os segmentos de indústria.

*Links:
International Data Corp. (IDC)
http://www.idc.com

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A TECNOLOGIA CELULAR DESCONSIDERA AS NECESSIDADES DO USUÁRIO

Apenas nos dê um bom serviço e esqueça os fogos de artifício. Este é o consenso geral entre clientes que possuem telefones celulares, de acordo com o GartnerG2. As empresas de tecnologia celular estão tentando de tudo para obter vantagem no mercado, preparando telefones com tecnologia de terceira geração (3G) com foco em serviços de dados tais como mensagens de texto. Mas o GartnerG2 diz que a maioria dos clientes está mais interessada em que suas empresas forneçam serviços de telefonia relevantes e responsivos, do que estejam obsessivas em implementar
tecnologias de última geração.

A terceira geração (3G) não está morta, mas a aceitação e adoção pelos clientes em larga escala ainda demora. As empresas, ao contrário, deveriam se concentrar em tentar atender bem as necessidades existentes dos clientes, usando a tecnologia como facilitador. “O relacionamento do cliente com seu telefone celular [envolverá gradualmente] e direcionará sua necessidade por equipamentos mais avançados de modo que, quando a 3G finalmente estiver disponível, os clientes estejam prontos para isto”, diz Adam Daum, VP e analista chefe do GartnerG2.

*Links:
GartnerG2
http://www.gartnerg2.com/site/default.asp

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CLIENTES EXIGEM QUE ASA EMPRESAS SE INTEGREM PARA SE COMUNICAREM COM ELA

A necessidade de fornecer uma experiência completa ao cliente está pressionando as empresas de comunicação, com o objetivo de integrar seus sistemas isolados, para criar uma visão completa de seus clientes. A indústria de comunicação, que inclui telecomunicações, cabo, Internet e empresas de infra-estrutura de redes, está devastada pela competição por assinantes de voz e dados. Para seguir em frente, elas estão colocando seus ovos na cesta de integração. A empresa de pesquisa Yankee Group, prevê que, por volta de 2005, os fornecedores de serviços de comunicação (CSPs, Customer Service Provider), gastarão US$ 870 milhões em tecnologias para integração de terceiros.

Em vez da mais nova tecnologia, os clientes estão exigindo experiências integradas e sistemas tais como, banco de dados e sistemas de suporte operacionais (OSS) que são geralmente estruturas isoladas onde o cliente e as informações sobre o produto permanecem independentes de outros sistemas. As empresas de comunicação estão investindo na integração dos softwares que estão isolados, diz o Yankee Group.

“O crescimento da comunicação sem fio, dos serviços a cabo e dos novos investimentos em terceirização de sistemas de suporte operacionais está
aumentando a demanda para a entrega de serviços em tempo real e esta qualidade mais alta de serviços precisa fortalecer a integração entre software, dispositivos de hardware, dados e processos de negócios”, diz Sharon Ballard, analista de estratégias de softwares de telecomunicação do Yankee Group.

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INNOVATOR AWARDS 2002

A Telesp Celular Participações, empresa do Grupo Portugal Telecom, se destaca como uma das empresas que possuem as melhores práticas de CRM (Customer Relationship Management), sendo uma das 12 companhias que se diferenciam por suas implementações de estratégias de relacionamento com clientes, segundo a premiação 1to1 Innovator Awards, uma iniciativa da empresa de consultoria estratégica Peppers and Rogers Group.

Patrocinada pela empresa de business intelligence SAS, a premiação analisa casos de sucesso de companhias líderes de todo o mundo, que tenham adotado soluções efetivamente focadas nos clientes, com resultados mensuráveis para o crescimento de seus negócios. Das empresas premiadas de um universo de quase uma centena de concorrentes, a Telesp Celular Participações, controladora da Telesp Celular e operadora técnica da Global Telecom, destacou-se como a única representante da América Latina. O Peppers and Rogers Group teve mais dois clientes reconhecidos pelo
prêmio.
"A cada ano, a premiação procura reconhecer novos patamares de excelência
em iniciativas e estratégias de relacionamento com clientes, destacando as companhias que adotaram as soluções mais inovadoras, dinâmicas e dirigidas aos clientes. Essas organizações enxergam o CRM em um contexto mais amplo, que envolve a integração bem sucedida de estratégias, tecnologia, treinamento e cultura, e serão recompensadas com a maior satisfação e lealdade de seus clientes", diz Don Peppers, sócio-fundador
do Peppers and Rogers Group.

-- Júri independente --
Selecionadas por um júri independente, formado por analistas do mercado, acadêmicos e especialistas em relacionamento com clientes, as companhias vencedoras foram, em ordem alfabética: The Dreyfuss Corp. (uma subsidiária da Mellon Financial Corp.), Ford Motor Company (Divisão Seguros), Hooked On Phonics, Grupo ING (Malásia), Washington Post (Newsweek Interactive Corp.), National Computer Systems, The PNC
Financial Services Group, Scotiabank (Canadá), Standard Chartered Bank (Hong Kong), Tele 2 (Noruega), Telesp Celular (Brasil) e Visa International Asia-Pacific (Cingapura).

-- Telesp Celular: maior fidelidade dos clientes e rentabilidade –
Concebido como um plano estratégico de alto nível, desde o início com o envolvimento de toda a corporação, o projeto da Telesp Celular e Global Telecom representa um grande esforço de mudança de foco em produtos para foco nos clientes. A empresa, líder em telefonia celular na América do Sul, vem realizando grandes investimentos em disseminação de cultura, mudança organizacional, processos e tecnologia, com apoio de consultoria do Peppers and Rogers Group do Brasil.

Os resultados têm tido impacto direto no desempenho da companhia. A Telesp Celular conseguiu diminuir, no terceiro trimestre deste ano, o custo de aquisição de novos clientes para R$ 93 por pessoa, contra R$ 135 no mesmo trimestre do ano anterior, além de aumentar a rentabilidade da base de clientes - a margem EBITDA líquida
saltou de 32%, no terceiro trimestre de 2001, para 44% no terceiro trimestre de 2002 - e elevar a taxa de retenção dos clientes, mesmo levando-se em conta o cenário atual mais competitivo, com novas operadoras no mercado. A empresa conseguiu um índice de churn de apenas 4% no último trimestre, o que representou uma diminuição de 1,3% sobre o trimestre anterior. Também aumentou sua base em 234 mil clientes, apenas
no último trimestre.

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