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Tratamento diferenciado é estratégia da Syngenta
24/03/2003 - Valor Econômico
Caderno: Tecnologia & Telecomunicações
No ano passado, a Syngenta, uma das empresas líderes no setor
de defensivos agrícolas e sementes, foi premiada pela Associação
das Empresas de Promoção (Ampro) como o melhor caso de relacionamento
do país
A Syngenta tem uma estratégia de CRM refinada, iniciada em 1998,
depois que um de seus profissionais sugeriu a adoção de
conceitos apresentados no livro "Marketing One to One", de Don
Peppers e Martha Rogers. Um projeto-piloto mostrou que os resultados poderiam
melhorar exponencialmente se clientes especiais fossem tratados de forma
diferenciada, diretamente pela área de vendas.
Dois anos depois, o crescimento do projeto exigiu a aquisição
de tecnologia da canadense Pivotal, e a contratação de consultoria
para otimizá-la. A segmentação de clientes leva em
conta o valor que o cliente pode ter para a empresa ao longo de seu ciclo
de vida. Permite a definição de estratégias de abordagem
diferenciadas para cada grupo de alto, médio ou baixo valor, e
já é responsável por cerca de 40% das vendas da companhia
no país. Agora está sendo adotada também na Europa.
"A consultoria ajudou a definir, por exemplo, que tipo de informação
é mais importante para o banco de dados", conta Marcos Mazza,
gerente de CRM da unidade de negócios Cerrados, da Syngenta. "Trocamos
informações 'psicológicas' por técnicas, e
cartões de aniversário por assistência."
O projeto, que nasceu com um representante de vendas e 11 clientes, hoje
soma 50 representantes de venda, 1.500 clientes e 4 mil fazendas. Só
no cerrado, são cobertos 4 mil hectares de soja, dos 9 mil plantados
na região. Segundo Mazza, 40% dos clientes têm interação
com a empresa maior do que a média - são os clientes OTO,
como foram batizados os participantes do programa One to One.
Na Telesp Celular, que em 2001 iniciou o processo de CRM, a segmentação
definiu sete clusters (grupos) de clientes por características
comportamentais. Em São Paulo e no Paraná, foram mapeados
o potencial aquisitivo de clientes de alto valor, somados a uma estratégia
de preços diferenciando ofertas para o mercado e para a base de
clientes da empresa.
Isso permitiu reduzir em 18% o churn ("saldo" entre a soma
de clientes existentes e novos, descontados os que saíram) dos
clientes pré-pagos de alto valor - só em 2002, a receita
obtida com ações baseadas no conhecimento do cliente atingiu
R$ 18,8 milhões.(M.F.)
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